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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Projeto GNU

Projeto GNU

         Em 27 de Setembro de 1983, Richard Stallman postou uma mensagem, dizendo que está começando escrever um sistema compatível com o UNIX chamado GNU. Ele cita alguns componentes que seriam incluídos, tais como o núcleo do sistema operacional, Compilador C (um compilador é um programa de computador que, a partir de um código fonte escrito em uma linguagem de programação) e editor de texto, que propõe melhorias em relação ao UNIX. Ele também explica uma mensagem o motivo dele escrever o GNU: segundo seus princípios, se ele gosta de um programa ele precisa compartilhá-lo com outras pessoas que também gostem dele.

         Para continuar usando computadores sem violar seus princípios, ele decidiu criar um conjunto suficiente de software livre para que ele pudesse prosseguir sem usar qualquer software que não fosse livre.

            No início de 1984 Stallman largou o seu emprego e começou a dedicar-se no seu projeto. O primeiro programa criado foi o GNU Emacs, como naquela época não tinham acesso para a internet, Stallman começou a vender cópias do programa. Pouco tempo depois foi desenvolvido o GCC que é chamado de GNU Compiler Collection, um dos programas mais importantes.

          Enquanto o sistema GNU era desenvolvido, também foi sendo formado um conceito chamado Software Livre, levando para a criação da "Free Software Foundation" por Stallman em 1985. Segundo sua definição, um software é livre se:
  • 0. Você tem a liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
  • 1. Você tem a liberdade de modificar o programa para adaptá-lo para suas necessidades (para tornar essa liberdade efetiva na prática, você precisa ter acesso ao código fonte, já que fazer alterações em um programa sem ter o código fonte é muito difícil) ;
  • 2. Você tem a liberdade de redistribuir cópias gratuitamente ou mediante pagamento;
  • 3. Você tem a liberdade de distribuir versões modificadas do programa para que a comunidade possa se beneficiar de suas melhorias.
             Como objetivo do projeto GNU era garantir essas liberdades para os usuários, foi criado um sistema de distribuição chamado copyleft, que é uma forma de usar o conjunto de leis de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras para a utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação clássica das normas que tinha como função impedir que o software se tornasse fechado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012




Fonte:
http://www.kelseysantos.com.br/categoria-blog/software/1453-tipos-de-licencas-de-software.html
http://pplware.sapo.pt/informacao/alguns-tipos-de-licencas-de-software/
http://www.dinx.com.br/2009/08/diferencie-as-licencas-de-softwares-existentes-freeware-shareware-open-source/
http://www.slideshare.net/vanessasabino/licenas-de-software-livre
http://www.gnu.org/licenses/licenses.pt-br.html
http://www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br/comites-tecnicos/sistemas-legados-e-licencas-de-software
http://informatica.hsw.uol.com.br/projetos-open-source6.htm
http://ccsl.ime.usp.br/files/relatorio-licencas.pdf
http://cio.uol.com.br/tecnologia/2009/07/17/as-nove-diferentes-opcoes-de-licenciamento-de-software/
http://lts-i.pcs.usp.br/xgov/pub/anexos_xgov/@0031%20LEITE%20Analise%20das%20licencas%20de%20software.pdf
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABHdEAA/relatorio-licencas
http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&sa=N&biw=1517&bih=725&tbm=isch&tbnid=W92GoFvwHHeb-M:&imgrefurl=http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2007/12/20/ult4213u266.jhtm&docid=aJ10oCEO1qPqkM&imgurl=http://te.i.uol.com.br/dicas20071220softwarelivre.jpg&w=208&h=146&ei=387IT4anE-PC0QGmpcF4&zoom=1&iact=rc&dur=216&sig=107832519011580732843&page=1&tbnh=115&tbnw=165&start=0&ndsp=18&ved=1t:429,r:4,s:0,i:78&tx=97&ty=84
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Licença Mozilla


Licença Mozilla


        Na realidade, um Fire Fox é um panda vermelho, muito parecido com uma raposa que conhecemos, chamado de raposa-de-fogo ou gato-de-fogo. Entretanto, o próprio autor da logomarca, Jon Hicks, afirma que foi inspirado de fato por uma pintura japonesa de uma raposa. Com a ideia tão arraigada da raposa cmo o ícone do Firefox, ela remete ao que o navegador representa: rapidez e agilidade na hora de abrir páginas na internet. Mesmo que não seja exatamente o que você estava pensando, fica difícil de ligar o Firefox a outra figura não para a raposa simpática que tanto conhecemos.



Foi escrita por uma das executivas da Netscape, Mitchell Baker, que tornou-se uma das principais responsáveis pelo projeto Mozilla, atuando como CEO da Fundação Mozilla por um longo período. A licença Mozilla é considerada bem escrita e serviu como modelo para muitas das licenças de software livre comerciais que a seguiram. Ela une características de licenças recípocras e de licenças que dão autorização, portanto também é categorizada como uma licença recíproca que faz parte de tudo. Na licença Mozilla a desmarcação é bastante clara: o código coberto pela licença deve ser redistribuído pelos termos da licença Mozilla, porém esse código também pode ser utilizado em trabalhos ampliados, que podem estar sob outra licença. A lista completa de definições pode ser vista agora:

 “uso comercial” significa qualquer distribuição ou outra forma de deixar o software disponível, não se limitando ao uso por empresas;

“contribuidor” recebe uma definição especial nessa licença, diferindo-o tanto do desenvolvedor inicial como também dos usuários comuns que estão usando o projeto;

“executável” é definido de forma ampla, como qualquer coisa que não pe código fonte;

“código fonte” é definido em mais detalhes do que encontramos nas licenças vistas anteriormente. São permitidos patches e também comprimir o arquivo, desde que o software para descompressão esteja largamente disponível gratuitamente.

  

           A licença Mozilla encoraja trabalhos ampliados, até mesmo alguns tipos de projetos que seriam considerados trabalhos derivados pela lei copyright podem usar outra licença, basta que sejam seguidos os termos da MPL, que em linhas gerai requerem apenas que os arquivos que contém código do trabalho original estejam sob a licença MPL.

          Porém uma desvantagem da MPL em relação para a LGPL é a incopatibilidade com a GPL. Não é possível juntar dos projetos que estejam sob as licenças MPL e GPL, pois MPL obriga que o código original mantenha-se como MPL e a GPL obriga que o trabalho como um todo e consequentemente cada uma de suas partes seja GPL.

Classificação da Licença GNU (GPL)

Classificação de Licenças


A licença GPL pode ser copiada, distribuída e aplicada a qualquer software cujo detentor dos direitos autorais assim desejar. Porém, diferentemente de outras licenças, como a BSD, o texto da GPL não pode ser alterado sem autorização, ou seja, não é permitido que seja feita uma licença derivada dela. NO final da licença, há uma explicação sobre como aplicá-la a um trabalho. A Free Software Foundation recomenda que o autor que usa GPL permita que seu trabalho esteja lecenciado sob a versão mais recente ou qualquer versão posterior, de forma que quando surgir uma nova versão o usuário da licença possa escolher qual das versões estará utilizando. Dessa forma evita-se incompatibilidade entre programas mais antigos e mais novos que optaram por utilizar a GPL.




GNU General Public License (GPL); A licença GPL foi originalmente publicada em Janeiro de 1989. No entanto, passado pouco tempo, ficou claro que o texto da licença comportava vários problemas, pelo que em Junho de 1991 foi publicada a GPL versão 2, sendo ao mesmo tempo introduzida uma nova licença LGPL. Em 2005, Stallman anunciou que estava a preparar uma nova versão da licença em conjunto com Eben Moglen. Essa nova versão, foi chamada de GPLv3 e o primeiro esboço foi publicado em 16 de Janeirode 2006, sendo a versão final lançada em 29 de Junho de 2007.



 A GPL 2.0 inclui um discurso que explica os princípios que baseiam a licença e seus principais objetivos. Apesar desse discurso ser bastante citado nas discussões, ele nao tem valor jurídico, ou seja, por não fazer parte dos termos e condições, suas palavras não precisam ser obedecidas por quem obtém a licença do software. Seu objetivo é apenas melhorar o entendimento da GPL em seu contexto, explicando o que é software livre e sua importância do copyleft.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Importância do Software Livre


Importância do Software Livre

Estima-se que hoje há milhões de usuários livre no mundo. Se considerarmos também usários, que usam serviços baseados em software livre, como Google, Amozon ou eBay, esse numero é ainda maior, veremos as vantagens e desvantagens.


Vantagens do Software livre



A principal vantagem do software livre é permitir o compartilhamento do código fonte. Como consequência disso, evita-se a duplicação de esforços quando mais de uma entidade está interessada no desenvolvimento de uma aplicação com funcionalidade similares, reduzindo o custo do desenvolvimento. Além disso, autores como Eric Raymond afirmam que software livre tem condições de ter maior qualidade do que seus equivalentes fechados. Uma das justificativas para essa afirmação de Raymond é conhecida como “A Lei de Linus”, que fala “dados olhos suficientes, todos os bugs são superficiais”. Isso significa que com maior número de usuários que tem acesso ao programa e até ao código-fonte, o software é testado melhor e os problemas existentes no código são encontrados mais rapidamente. Outro fator que contribui para qualidade é o orgulho pessoal do desenvolvedor, pois a partir do momento que seu código poderá ser lido por mais pessoas é esperado que ele seja mais cuidadoso com seu trabalho. Para os usuários também é vantagem o software livre, pois evita a dependência de um fornecedor. Isso traz tanto uma vantagem financeira, dado que normalmente é necessário pagar por novas versões do sistema quando o software é fechado, como também maior liberdade para o usuário, que pode adaptar o software para suas necessidades. É possível corrigir falhas de segurança e bugs, escrever uma documentação melhor ou contratar uma empresa que faça isso independentemente de quem seja o autor original. Além disso se o fornecedor original abandona o projeto, no caso do software fechado não há nada que possa ser feito para continuar o desenvolvimento do projeto, enquanto que no software livre é possível que outro grupo adote o projeto e continue a evolui o código.



Desvantagens do Software livre


Um dos principais motivos que leva uma empresa a optar por um software fechado quando a um similar livre disponível é a ausência de garantias e suporte desse último. As licenças de software livre em geral existem o autor de qualquer responsabilidade tanto quanto é permitido pelas leis do local. Dessa forma em casos em que a empresa precisa fornecer garantias ao seus clientes, ou quando a indisponibilidade de um sistema pode causar grandes prejuízos, pode ser melhor que a empresa adquira uma solução em que eventuais problemas sejam delegados a um fornecedor ou que esse tenha que indenizar a empresa. Além disso grande parte do software fechado disponível também busca em seu contrato se desobrigar de responsabilidades tanto quanto a legislação permite. Qualidade, reputação e imagem também são vistos como desvantagens na adoção do software livre. Quando não há uma empresa de fama por trás do software oferecido, há uma maior dificuldade em avaliar as alternativas, além de um receio de que produto seja abandonado e deixe de oferecer suporte. Também influi negativamente na sua imagem o fato do software estar disponível gratuitamente. Já do ponto de vista de quem produz software, optar pelo modelo aberto pode ser visto como desvantagem á medida  que a propriedade intelectual está exposta. Observa-se que o modelo de negócio tradicional de vender software da mesma forma como se vende qualquer outro produto não funciona bem. É necessário buscar outros modelos de negócio.

Movimento Open Source


Movimento Open Source



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Bruce Perens havia escrito o Debian Free Software Guidelines, para definir o que seria aceito com software livre pela distribuição Debian, dado que havia outras licenças além daquelas propostas pela Free Software Foundation que alegavam serem livres. Eric Raymond relatou Bruce Perens para discutir a ideia de Open Source  e decidiram  a partir daí adaptar o documento Debian Free Software Guidelines  para formar a  Open Source Definition ou Definição de Código Aberto. Eles registraram a marca Open Source e formaram a Open Source Initiative. Stallman também argumenta que a expressão “ código aberto “ tem como significado óbvio simplesmente “ você pode olhar para o código “, o que é um critério muito mais fraco do que a definição de código aberto, que pode ser vista a seguir. Segundo Eric Raymond, devido ao movimento proposto pela Free Sofware Foundation, muitas empresas viam o software livre “anti-capitalista” e eram resistentes em adotá-lo. Ele teve um ideia de mudar a abordagem de como seria apresentado o software livre para pessoas mais conservadoras, e criou o termo Open Source em 1997. Não usando a palavra free, Raymond estava não apenas evitando a confusão com gratuito, como também tirando o termo proposto por Stallman.




Introdução

Código aberto não significa apenas acesso ao código fonte. Os termos de distribuição do software de código aberto devem estar de acordo com os seguintes critérios:

Redistribuição Livre: a licença não deve restringir qualquer das partes de vender ou doar o software como um componente de uma distribuição agregada de software, contendo programas derivados de várias fontes. A licença não deve exigir dinheiro ou qualquer tipo de pagamento para venda.


Código Fonte: o programa deve incluir o código fonte, e deve permitir a distribuição na forma de código fonte bem como na forma de linguagem de programa. Quando alguma forma do produto não é distribuída com o código fonte é necessário haver meios bem divulgados. O código fonte deve ser forma preferencial pela qual um programador alteraria o programa.


Trabalhos Derivados: a licença deve permitir modificações e trabalhos derivados e precisa permitir que eles sejam distribuídos sob os mesmos termos da licença do software original.


Sem Discriminação a Pessoas ou Grupos: A licença não deve discriminar qualquer pessoa ou grupo de pessoas.


Sem Discriminção a Areas de Empreendimento:
A licença não deve restringir qualquer pessoa a fazer uso do programa em uma área de empreendimento específica. Por exemplo, ela não pode restringir o uso do programa comercialmente ou o uso em pesquisas genéticas.


Distruibuição da Licença: Os direitos associados ao programa devem ser aplicáveis a todos para quem o programa é redistribuído, sem a necessidade de execução de licenças adicionais para essas partes.


Definição de Código Aberto:

A Licença não deve restringir outro Software: A licença não deve colocar restrições em outro software que seja distribuído junto com o software licenciado. Por exemplo, a licença não deve exigir que todos outros programas distribuídos no mesmo meio sejam software de código aberto.